Descubra o que já está na mesa
O ponto de partida foi dado no Conselho Nacional de Juventude — CONJUVE. A partir daí, quem escreve são as juventudes de todo o Brasil. O envio encerrou em 08/09/2026 — leia e apoie o que as juventudes deixaram aqui.
As propostas desta página são o insumo do processo. O texto que as candidaturas assinam é o documento final do Pacto, onde estas propostas e as do CONJUVE foram reescritas e incorporadas umas às outras. Ler as 122 propostas finais →
Propostas da Plataforma
55Ampliar as oportunidades de aprendizagem, com prioridade para jovens negras, periféricas, mães, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, LGBTQIA+ e em situação de vulnerabilidade.
Criar programas permanentes para inserir jovens moradores do entorno de UCs na gestão, educação ambiental, pesquisa e conservação.
Criar um programa federal para equipar jovens e organizações juvenis com ferramentas de monitoramento ambiental comunitário.
Criar um programa nacional de apoio às juventudes que atuam na defesa do meio ambiente e de seus territórios, garantindo formação, financiamento, participação política e reconhecimento institucional para jovens que desenvolvem ações socioambientais em seus municípios.
A exploração mineral e a iminente expansão petrolífera na Costa da Amazônia geram grandes impactos e riscos socioambientais, enquanto a juventude local que vivencia essas pressões permanece sem oportunidades de transição econômica digna. Segundo o IPCC (2023), populações em territórios vulneráveis têm risco 15 vezes maior de morrer em desastres climáticos, o que torna urgente destinar recursos das cadeias extrativas e fósseis para a reparação e a transição socioecológica. Na prática, o Governo Federal deve adequar as regras de distribuição dos royalties do petróleo e da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), destinando uma parcela fixa a um Fundo de Transição Justa gerido com a juventude. Esse mecanismo financiará projetos de bioeconomia, restauração florestal e advocacy comunitário liderados por jovens ativistas, comunicadores e pesquisadores periféricos e amazônidas.
A escassez de dados socioambientais produzidos diretamente pelas juventudes periféricas e tradicionais gera diagnósticos públicos desconectados da realidade. Segundo o IPCC (2023), populações em regiões vulneráveis têm 15 vezes mais chances de morrer devido a eventos climáticos extremos, agravando a urgência de respostas lideradas por jovens locais que vivenciam esses impactos diariamente. Para mudar essa realidade na prática, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e o Ministério do Meio Ambiente devem criar um programa de fomento para financiar laboratórios de pesquisa comunitária. A iniciativa capacitará a juventude periférica e amazônida na produção autônoma de dados, no monitoramento de riscos climáticos e na fiscalização de políticas públicas territoriais.
A ausência de financiamento e de mecanismos públicos limita a participação ativa de jovens ativistas, comunicadores populares, lideranças periféricas, indígenas e ribeirinhas da Amazônia em conferências internacionais do clima, como as COPs. Além disso, faltam programas que garantam a aplicação prática e a territorialização das decisões globais em suas comunidades. Para mudar essa realidade, é necessária a criação de um programa interministerial articulando a Secretaria Geral da Presidência, o Ministério do Meio Ambiente e o Itamaraty, com orçamento próprio para custear editais de delegações jovens em fóruns internacionais e bolsas para a realização de fóruns de devolutiva e projetos locais pós-COP.
“Garantir à juventude a primeira oportunidade: criar um programa de Primeiro Emprego nas instituições públicas e espaços dos bairros, unindo trabalho, capacitação e futuro.”
Propõe-se a criação de uma política permanente de suporte psicossocial aos estudantes indígenas das universidades estaduais e federais, com atendimento psicológico e social gratuito e culturalmente adequado.
Criação de núcleos especializados de combate à obesidade para jovens, com atuação de nutricionistas, psicólogos, médicos e assistentes sociais.
A revogação inegociável e impreterível da Contrarreforma Trabalhista, consolidada sob as Leis Nº 13.429/2017 e 13.467/2017, que retificaram o desmonte dos direitos trabalhistas no contexto o Golpe Institucional de 2016 e atingem particularmente a juventude trabalhadora no que diz respeito à estabilidade de vida dos jovens, expondo-os á contratos empregatícios informais, de alta rotatividade, baixa remuneração, escala exaustiva ou "intermitente" a partir da autonomia contratual do patronato, terceirização, e desmonte dos sindicatos e da Justiça do Trabalho. As medidas de flexibilização dos contratos em favor da iniciativa privada e do patronato atinge a classe trabalhadora em todo seu montante, mas em particular, os jovens de baixa experiência profissional e alta vulnerabilidade social.
Criar um programa nacional de esporte seguro e inclusivo para as regiões periféricas e rurais do país, incentivando a prática esportiva e valorizando as brincadeiras tradicionais.