Descubra o que já está na mesa
O ponto de partida foi dado no Conselho Nacional de Juventude — CONJUVE. A partir daí, quem escreve são as juventudes de todo o Brasil. O envio encerrou em 08/09/2026 — leia e apoie o que as juventudes deixaram aqui.
As propostas desta página são o insumo do processo. O texto que as candidaturas assinam é o documento final do Pacto, onde estas propostas e as do CONJUVE foram reescritas e incorporadas umas às outras. Ler as 122 propostas finais →
Propostas da Plataforma
55Criar um programa distrital de apoio à incidência política juvenil, com recursos, formação e suporte técnico para coletivos, organizações e redes de jovens acompanharem, formularem e avaliarem políticas públicas. A iniciativa deve enfrentar a falta de acesso a informações sobre orçamento, programas, espaços de participação e processos de decisão, além da concentração da participação nas juventudes que já possuem acesso a instituições e formação política. Serão priorizados jovens de diferentes Regiões Administrativas, de periferias e territórios com menor acesso às instâncias de decisão. O programa deve articular formação em políticas públicas, orçamento e controle social, produção e acesso a dados, apoio à mobilização territorial e conexão com o Conjuve-DF e os Conselhos Regionais de Juventude. A proposta busca combater a desigualdade de participação e transformar a juventude em sujeito permanente da formulação, fiscalização e avaliação das políticas que impactam seus territórios.
Criar um programa nacional de financiamento contínuo para coletivos e redes juvenis de comunicação, garantindo recursos para equipamentos, conectividade, formação e produção de conteúdos. A desigualdade no acesso aos meios de comunicação faz com que muitas juventudes, especialmente de territórios periféricos, indígenas, quilombolas e rurais, tenham menos condições de produzir e fazer circular informações sobre suas próprias realidades. A política deve apoiar iniciativas conduzidas pelas próprias juventudes e garantir sua participação na definição, execução e avaliação dos projetos. A proposta busca enfrentar a concentração e a desigualdade na produção de informação, o fomento a construção de soluções coletivas territoriais, fortalecendo o direito à comunicação, a educação midiática e a circulação de narrativas produzidas pelas juventudes, para que elas sejam reconhecidas como sujeitos produtores de informação, conhecimento e transformação em seus territórios.
Territorializar os serviços de cuidado, considerando periferias, comunidades tradicionais e demais territórios vulnerabilizados.
Implementar e territorializar a Política e o Plano Nacional de Cuidados, com orçamento, metas, prazos e mecanismos públicos de acompanhamento.
Garantir condições para que cuidar não signifique ter que abandonar a escola, o trabalho, a participação política ou o próprio projeto de vida.
Reconhecer, redistribuir e valorizar o trabalho remunerado e não remunerado de cuidado.
Apoiar, priorizar e atuar pela aprovação do PL nº 2.340/2026.
Ampliar creches, educação em tempo integral, cuidotecas e serviços territoriais de cuidado, especialmente nas periferias e territórios vulnerabilizados.
Garantir prioridade para jovens e mulheres negras na formulação, implementação, monitoramento e avaliação das políticas de cuidado.
Garantir participação direta das jovens negras na implementação, no monitoramento e na avaliação das políticas de cuidado.
Programa Juventudes dos Territórios: Trabalho, Renda e Sociobiodiversidade! Criar uma política nacional de inclusão produtiva juvenil, conectando formação, renda e oportunidades às potencialidades locais. A iniciativa preparará jovens para áreas como sociobiodiversidade, bioeconomia, turismo sustentável, agricultura familiar, pesca, economia circular e tecnologias digitais, conforme as vocações de cada região. Também oferecerá suporte ao empreendedorismo, cooperativismo e economia solidária, com acesso a crédito, acompanhamento e canais de comercialização. Na Amazônia, considerará as realidades de indígenas, ribeirinhos, quilombolas, moradores de áreas rurais e periferias urbanas, enfrentando obstáculos como distância, baixa conectividade e escassez de oportunidades. A proposta pretende fortalecer economias locais, valorizar saberes tradicionais e garantir trabalho digno, autonomia financeira e condições para que jovens possam construir seu futuro em seus territórios.
Estabelecer protocolos específicos para racismo, sexismo, LGBTfobia, capacitismo, assédio moral, assédio sexual e violações dos direitos de aprendizes.